☆ Manifesto em Nome de uma Nova Saúde em Vinhedo ☆

A Santa Casa de Vinhedo, além de importante para a cidade – sob diversos aspectos, – converteu-se em uma querela política que desperta as mais diversas polêmicas. Mais do que o foco no atendimento as demandas da população por um bom serviço público de saúde,  a crise da Santa Casa representa um festival de demagogia pública em prol de exposição eleitoral, uma verdadeira “novela política” onde todos  querem ser o “salvador da pátria”.

Esqueça sua dívida trabalhista com os funcionários que por lá passaram, e os que ainda estão trabalhando e recebendo salários fracionados ; passe por cima das pessoas que tiveram seu direito negligenciado pela falta de atendimento , ou vítimas de um atendimento inadequado, conforme o  importante relato do vereador Rodrigo Paixão à época, onde narra fato ocorrido com seu irmão – “Há alguns anos atrás, meu irmão, após ficar em observação, para avaliação de uma inflamação na região do pescoço, adquiriu uma Septicemia no interior da Santa Casa…”.[1]

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Nesta época, alguns vereadores e agentes políticos da cidade defendiam o fechamento da Santa Casa, bem como  a construção de um hospital público.  Hoje, porém,  o que se evidencia é uma ação clara em  “caçar-se os culpados”  ( sem desmerecer a atuação de nenhuma das CPI’s) , havendo porém um total e completo vácuo propositivo , de curto e médio prazos, para sanar esse problema. Ao fim, discute-se a Santa-Casa como um fim em si mesmo e converte-se uma falida fórmula de gestão da saúde em palanque demagógico para diletantes da classe política municipal. E a população – como sempre por sinal – é relegada ao papel de figurante (lê-se vítima) de um sistema de saúde que não funciona.

Fala-se na construção de um hospital público na cidade, ou mesmo numa hipotética reativação da Santa Casa.O debate em si é muito pobre, e é permeado por frases de efeito ao invés de argumentos sólidos. Possuiremos recursos, a longo prazo, para tanto? É válido incorrer nos mesmos erros de gestão com a Santa Casa? Mesmo com o orçamento considerável, Vinhedo tem outras opções:  A compra de serviços hospitalares, por exemplo. Sob tal modelo, evita-se o inchaço da máquina administrativa ( hoje do, montante arrecadado, cerca de 50% é gasto com funcionalismo público) e permite-se um atendimento de qualidade por parte do setor privado. Ainda assim, por questões geográficas e logísticas, não podemos ignorar a demanda por um novo hospital na cidade, o que torna o debate um tanto mais complexo.

 

O que pensa o Movimento Renova Vinhedo?

Queremos um hospital sim! Em ordem, com atendimento pleno e eficiente, com suas contas em dia, mas que funcione 100% para a população – sem restrições. Opções  e experiências de sucesso existem em vários países do mundo e – pasmem! – no Brasil, sob a gestão dos “neoliberais” Jaques Wágner (PT-BA)[2] e Gilberto Kassab (PSD- SP).[3] Devemos parar de olhar para trás e, definitivamente, voltar nossos olhos para experiências que FUNCIONAM! Vinhedo é especial por ter adotado, ao longo de sua história, medidas corajosas que incentivaram o empreendedorismo na cidade. Chegou a hora de fazer o mesmo com a saúde.

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Fica o nosso recado para os Srs. Vereadores e a Prefeitura: Elevemos o nível do debate! A doença e o sofrimento alheio não devem servir de palanque para 2016.

 

[1] http://rodrigopaixao.wordpress.com/2009/05/29/quem-tem-medo-da-santa-casa/

[2] Experiência na Bahia, premiada pelo Banco Mundial : http://www.ouvidoriageral.ba.gov.br/2013/04/19/hospital-do-suburbio-recebe-premio-do-banco-mundial-nos-estados-unidos/

[3] Experiência em SP, via parceria com o Albert Einstein ; http://www.einstein.br/responsabilidade-social/hospital-municipal-de-mboi-mirim/Paginas/hospital-municipal-dr-moyses-deutsch.aspx . Vale lembrar que neste caso a prefeitura participou com os gastos relativos a construção do mesmo.

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1 comentário

  1. A recente matéria jornalística publica no JV, nos dá um extrato sobre os encaminhamentos propostos pela CPI e creio que a intervenção não será aceita pelo Executivo, justamente por não garantir a segurança jurídica que exclua a sucessão trabalhista e tributária pela Prefeitura. Creio até que mesmo o arrendamento do prédio para a Prefeitura seria temerário, haja vista a tendência de a justiça brasileira pender por demais em favor de visões paternalistas a favor de responsabilizar o gestor atual do patrimônio (aviamento) para atender as dívidas trabalhistas pré existentes. Creio que somente a falência da SC possibilitaria ao Síndico da Massa, com autorização judicial no processo falimentar, o aluguel do prédio e arrendamento dos equipamentos de propriedade da SC sem o comprometimento do erário com as dívidas da SC. Isso, obviamente, até a final liquidação do patrimônio para honrar as dívidas. A Solução está clara, só precisa ter olhos para enxergar.

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