Brasil

Fatos, relatos e discussões de representatividade nacional, com enfoque também na presidência da republica

☆☆☆Movimento Brasil Livre Vinhedo☆☆☆

 

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O Movimento Renova Vinhedo tem a grata satisfação de anunciar nossa integração com o Movimento Brasil Livre!

A partir de agora, mudaremos nossa interface da pagina e assim participar dessa grande mudança em nosso pais chamada MBL!

Para aqueles que ainda não sabem, o Renova foi o movimento que deu base para a criação do MBL, seus principais líderes e fundadores, foram no passado os criadores do Renova.

Hoje o MBL possui células em todo o país e no exterior, tornando-se a principal voz do povo frente ao autoritarismo estatal e lutando ativamente contra aqueles que tem arruinado o futuro de nossa nação! Portanto, agora terá uma voz ainda maior, e atuará incansavelmente por uma Vinhedo ainda melhor.

Junte-sem a nós! E façam parte desse movimento que vem mudando a política no Brasil!

☆☆☆ A morte de Eduardo Campos e o cenário eleitoral ☆☆☆

O falecimento de uma liderança política de peso, como Eduardo Campos, deve inspirar reflexões das mais diversas acerca do cenário político vindouro. Uma eleição que já pintava como aberta torna-se absolutamente imprevisível, arrancando os cabelos de analistas políticos e investidores de risco.

Nossa equipe sempre deu como certa a vitória de Aécio Neves neste pleito, baseada nos cenário que se configurava. Agora, porém, tudo muda de figura. Não podemos crer totalmente no lançamento da candidatura de Marina Silva por parte do PSB, ainda que seja a hipótese mais provável. Na última pesquisa em que fora elencada a beata do mato tinha cerca de 27% das intenções de voto – e não duvido ver algo similar na pesquisa recém encomendada pela DataFolha.

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A questão é que Marina, com o legado da trágica morte de Campos e com a absolutamente lamentável campanha de Aécio Neves, passa a ser concorrente mais forte do ponte de vista meramente eleitoral (não sabemos sua capacidade de articulação política, bem como quem viria a financiar sua campanha) para 2014. Tem potencial para deixar o PSDB para trás ainda no primeiro turno e bater o PT no segundo – contando, para isso, com o apoio do tucano.

Faria um governo confuso, mesclando Gianetti da Fonseca com Guaranis Kaiowás e controle da inflação com passe livre. Sonhos serão narrados, jovens serão iludidos e a vaca seguirá – firme e altiva – rumo ao brejo que lhe aguarda. Em suma, Marina valer-se-ia de sua imagem messiânica para tentar mais uma perigosa aventura estatólatra tupiniquim.

☆☆☆ Aumento da tarifa do ônibus em Vinhedo – causas e soluções ☆☆☆

Chegamos naquele momento crucial onde a empresa monopolista do transporte público na cidade obtém seu reajuste de preços – um garantido contratualmente. Na prefeitura, um silêncio sepulcral marcará o acontecimento. Na câmara, prevemos debates inconclusivos entre os vereadores, que ora defendem a completa estatização do sistema, ora criticam a ineficiência da empresa monopolista. No meio da bagunça, fica o cidadão de Vinhedo, que paga mais caro e que assiste seus representantes do legislativo e executivo perderem-se em delongas pouco práticas e desnecessárias.

Vamos, passo a passo, listar os tópicos dos problemas e tratá-los um a um.

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1) Modelo Atual – o que quer a prefeitura?

Em geral, as empresas de ônibus operam sob regime de monopólio, e não haveria de ser diferente em Vinhedo. Campeã invicta das licitações municipais, a Rápido Luxo oferta um serviço genérico, atendendo o município em suas linhas fundamentais. São muitas as reclamações sobre a ausência de linhas alternativas, bairro a bairro, e ônibus enormes e queimando diesel em trajetos sem demanda. As pegadas da ineficiência do monopólio privado estão todas lá.

Conforme artigo do liberzone, “Um monopólio sempre irá ofertar uma quantidade inferior a que a sociedade necessita. Logo, se fosse necessário ter 30 ônibus circulando para atender toda a demanda de uma região, não seria nenhum absurdo se a empresa monopolista disponibilizasse apenas 20. Isso porque, como a empresa possui uma posição privilegiada no mercado, a mesma cobra um preço maior que o seu custo (marginal). Com isso, se a empresa monopolista colocar mais um ônibus circulando, seu custo de operação pode ficar maior que o preço da passagem, obrigando a mesma a sair do mercado.

Ao mesmo tempo, a proximidade entre o empresário e o agente público podem permitir toda sorte de relações políticas e econômicas que não levem em consideração o pleno atendimento da demanda da população. A prefeitura, como se espera, não pretende  mexer neste vespeiro. Para ela,  um aumento  de tarifa sem traumas somado a algum tipo de compensação da empresa monopolista é o melhor dos cenários. Eleitoralmente falando, talvez o seja. Mas em termos práticos, não é.

Se uma cidade rica e relativamente estável como Vinhedo não consegue ver solução para tal problema, é porque a fórmula, em si, é não funciona.

2) O que quer a esquerda?

Desde as famosas ” Revoltas de Junho”, no ano passado, a temática da “catraca-livre” entrou em pauta no debate político nacional. Estudantes encapuzados e intelectuais de esquerda converteram-se em especialistas em transporte público, com soluções pretensamente simples e brilhantes para um problema complexo. Dizem eles que a oferta de transporte público deve ser estatal e “gratuita”, perdidos que estão na crença de que, contrariando o ditado, realmente exista almoço grátis. Desta forma, o poder municipal poderia, do alto de sua grande capacidade organizacional, suprir toda demanda local, organizar novas linhas, investir em novos equipamentos e conduzir a cidade ao paraíso socialista da mobilidade urbana.

De forma resumida, vamos citar um artigo do Liberzone que resume bem esse tipo de conversa:

Quando escutar isso, comece a rir. No fundo, quem paga a passagem inteira é o usuário e não precisa ser um grande iniciado em economia para compreender isso. Uma cidade arrecada dinheiro através de impostos que são pagos pelos cidadãos. Uma parte desse dinheiro é usada para pagar uma parcela da sua passagem, ou lhe dar uma passagem “de graça” quando for pegar o segundo ônibus. É como popularizou Milton Friedman: “não há almoço grátis”.

Isso nos leva a outra questão, que é a da impossibilidade do “passe-livre”. Seus defensores afirmam que o transporte público deve ser gratuito, o que é impossível. Ainda assim, vamos tentar entender como essa ideia funcionaria na prática.

Imagine que o governo decreta que todas as empresas de ônibus não cobrarão mais nenhuma tarifa. Imediatamente, devido ao preço igual a zero, mais pessoas irão utilizar o transporte público. Entretanto, não haveria uma quantidade suficiente de ônibus para atender essa demanda crescente, o que obrigaria as empresas a comprarem mais carros (coisa que não pode ser feita em pouco tempo).

Os gastos da prefeitura aumentariam de forma assombrosa, uma vez que “não existe almoço grátis” e alguém tem que pagar a conta. Dessa forma, para cobrir esses gastos com o passe-livre, o governo teria que aumentar ainda mais os impostos. No final, a ilusão do passe-livre só deixaria o cidadão mais pobre e ainda mais apertado dentro dos ônibus.

Defensores de absurdos como este se encaixam perfeitamente no que Frédéric Bastiat uma vez disse: “Governo é aquela ficção, em que todos acreditam que podem viver às custas dos outros”. ” (1)

Cremos que a inviabilidade de tal modelo não demanda maiores considerações.

3) O que quer a população?

O povo, em geral, está pouco se lixando para os diferentes tipos de modelo de gestão do transporte público. Seja ele monopolista, estatal ou desregulamentado, o que interessa, ao fim, é preço, oferta e qualidade. Ponto final. Todo resto não passa de abobrinha ideológica.

Ao mesmo tempo, o povo também sabe o básico das leis de mercado e. dentre as principais delas, aquela que determina que a livre concorrência leva a redução de preços, a procura por novas oportunidades e a competição por novos clientes. Povo não é otário, tampouco uma entidade metafísica evocada por políticos profissionais em busca de um sentido retórico para seus discursos. Povo sabe muito bem o que quer.

Meses atrás, o Movimento Renova Vinhedo realizou uma pesquisa que demonstrou que cerca de 65,4% dos usuários tem alto interesse em um modelo de livre mercado, efetivado na competição entre diversos entes prestadores de serviços. Isto reforça não apenas o deslocamento entre a oferta e a demanda do serviço público oferecido, mas, acima de tudo, uma completa desconexão entre o modus operandi clássico do sistema público de transportes municipais e aquilo que a população realmente necessita que sejam preços competitivos e fornecedores abundantes e de qualidade. (2)

4) O que quer o Renova Vinhedo?

Já abordamos o tema anteriormente. Para nós, a única maneira de se eliminar os gargalos do sistema atual, oferecer linhas mais curtas e baratas e atender melhor a população passa pela desregulamentação do sistema atual e pela chegada de novos concorrentes, com veículos e linhas distintos, atendendo a demanda local de forma multipolarizada.

O Movimento Renova Vinhedo defende:

1 – Fim do monopólio: Com a ausência de licitações, toda empresa desejosa em prestar um serviço de transporte poderá planejar e decidir as suas rotas. A livre entrada no mercado de transportes aumentará a concorrência no setor, trazendo mais opções para os passageiros.

2 – Desregulamentação: É preciso que o governo não interfira no setor de transportes. Significa que cada empresa pode fixar o valor que desejar em suas tarifas. A liberdade na prestação do serviço trará novos modelos de veículos. Haverá maior variedade de preços e serviços.

3 – Carona: Há pouco tempo uma política propôs a “carona solidária”, porém não há maior incentivo para a carona do que a liberdade de qualquer um que possuir um veículo poder cobrar para transportar pessoas a determinados destinos. É a consequência da desregulamentação do setor de transportes. Existem aplicativos de celular que vêm obtendo estrondoso sucesso internacional ao mapear e ofertar caronas ao longo das cidades.

Enfim, desta maneira gostaríamos de contribuir com o debate vindouro e com os amigos da política institucional – sejam eles defensores do monopólio privado ou do monopólio estatal. Mas que fique o recado : Apenas com o livre mercado os usuários poderão desfrutar de um transporte de qualidade.

 

Fontes;

1 – http://liberzone.com.br/transporte-publico-gratuito-e-de-qualidade-sera-mesmo-possivel/

2 – https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/06/%E2%98%86%E2%98%86%E2%98%86-resultados-da-pesquisa-%E2%98%86%E2%98%86%E2%98%86/

☆☆☆ COPA DAS COPAS – 2º LUGAR ☆☆☆

 

argentina

Se dentro dos campos a Argentina foi vice-campeã, fora deles vai cada vez mais rumo à quarta divisão mundial. O socialismo “bolivariano” (tão desejado pelo partido atualmente no poder no Brasil) tem levado o outrora país mais desenvolvido da América do Sul à uma rápida piora em seus indicadores sociais e econômicos. A educação argentina já é pior do que a brasileira (o que não é uma missão fácil), já é mais fácil abrir empresas no Brasil do que na Argentina (outro item nada fácil de superar o Brasil e sua ampla burocracia), a inflação argentina já é a sexta mais alta do mundo (perdendo apenas para países como Sudão, Irã e Síria constantemente em guerra – e a companheira bolivariana Venezuela) e sua taxa de juros também consegue a façanha de superar a brasileira. Tudo isso, claro, regado com muita corrupção e desemprego.
A regra é clara: o Brasil tem que chutar o socialismo “bolivariano” para fora do país esse ano.

Comparações anteriores:

Brasil X Holanda: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/07/13/copa-das-copas-3o-lugar/

Brasil X Chile: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/27/copa-das-copas-oitavas-de-final/

Brasil x Camarões:https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/24/copa-das-copas-5/ ‎

Brasil x Costa Rica: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/22/013/

Brasil x Estados Unidos: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/19/012/

Brasil x México: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/18/011/

Brasil x Croácia: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/17/009/

☆☆☆ COPA DAS COPAS – 3º LUGAR ☆☆☆

holanda

 

Se nos gramados a Holanda sobrou, fora deles os Países Baixos (nome oficial do país) dão um verdadeiro show. 15° país com maior liberdade econômica do mundo, a Holanda tem nada mais nada menos do que educação, expectativa de vida, índice de desenvolvimento humano, liberdade de imprensa, percepção da corrupção e índice de assassinatos entre as melhores do mundo. Tudo isso em um país que respeita a liberdade individual das pessoas a ponto de ter tornado legal a prostituição e o uso controlado das drogas (o que, aliás, tem levado a uma redução anual na taxa de assassinatos).


A regra é clara: enquanto nosso estado continuar se metendo em tudo e limitando cada vez mais a liberdade das pessoas, continuaremos ficando com o bagaço da laranja.

Comparações anteriores:

Brasil X Chile: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/27/copa-das-copas-oitavas-de-final/

Brasil x Camarões:https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/24/copa-das-copas-5/ ‎

Brasil x Costa Rica: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/22/013/

Brasil x Estados Unidos: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/19/012/

Brasil x México: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/18/011/

Brasil x Croácia: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/17/009/

☆ O Crepúsculo dos Pagodeiros ☆

pagode

por Renan Santos

Eu sou brasileiro e nunca gostei de pagode. Nunca fui afeito, também, a demonstrações exageradas de sentimentalismo barato – ainda que incentivado, desde pequeno, pelos meios de comunicação e por parentes e amigos imersos na tal “brasilidade”. Tampouco sei exatamente quando convencionou-se que deveríamos ser uma turba de “Zés Cariocas” sorridentes e malandros, histericamente passionais e orgulhosamente alienados. O que sei, apenas, é que não me encaixo nesse desajuste civilizacional que ignora seus 60.000 homicídios/ano enquanto afirma sua nacionalidade com “muito orgulho e muito amor“.

Não vou, porém, converter este texto numa tese antropológica. Estou aqui para falar de pagodeiros e – mais que isso – de uma mentalidade pagodeira que nos rodeia país afora. Nada escapa de seus tentáculos melosos e de sua malemolência pueril. Tal qual um Che Guevara do pandeiro, rompe classes sociais e barreiras étnicas e geográficas, passando massa corrida sobre nossa irregular superfície cultural. Abrange, inclusive, outros gêneros musicais. Regina Casé e seu programa de TV estão aí para nos provar isso. Enfim, sabemos da dimensão de sua influência quando não precisamos descrever as qualidades do fenômeno. Você, que lê esse texto, sabe exatamente do que estou falando.

Da conversão forçada do samba em música nacional ( jamais teve a abrangência territorial da música sertaneja, por exemplo) , até o abandono de seus arquétipos tradicionais ( o malandro do morro, por exemplo), mais de 80 anos se passaram. Hoje, afirmamos nossa brasilidade nas figuras dos meninos sorridentes e alegres, saudavelmente ignorantes, implacavelmente beijoqueiros e forçosamente espontâneos. Bradamos esta “ousadia e alegria” enquanto oposição aos sisudos “cinturas-duras” do mundo desenvolvido – aquela gente chata e cinza que insiste em ganhar dinheiro e ostentar um IDH superior. Esquecemos-nos porém, que não somos os únicos a fazer isso. É recorrente por parte de povos dominados e subdesenvolvidos ostentar sua suposta criatividade superior (jamais confirmada na forma de patentes industriais ou obras primas da arte ) , sua hospitalidade, espontaneidade, sensualidade e por aí afora. “Viver bem” e “ser feliz” é o prêmio de consolação que resta aos perdedores – ainda que desviando de alguns cadáveres aqui e acolá.

A Seleção Brasileira de Futebol, em especial após sua consagração a partir de 1958, condensou esse sentimento confuso de brasilidade ao demonstrar, nestas pequenas simulações de guerra, que de alguma forma podíamos subjugar a potência estrangeira – seja ela o arrogante argentino ou o sisudo alemão – através de nossas características “fundamentais” , como a alegria, a malandragem e a “ginga”. E não apenas o brasileiro comprou essa história: o mundo todo também o fez. O país do “jogo bonito” encontrou no futebol a materialização de sua cultura. Futebolistas viram heróis, cronistas esportivos viraram poetas. A civilização brasileira tinha em Pelé seu Aquiles, e em Nelson Rodrigues seu Homero. De 4 em 4 anos provaríamos nosso valor e encantaríamos o mundo com a expressão máxima de nossa nacionalidade. A pátria de chuteiras cumpriria seu destino manifesto e faria do mundo um lugar sorridente. Eis a escatologia brasiliana.

Desta forma, enquanto projeção do espírito brasileiro, a seleção canarinho refletiu diversos momentos históricos do país, que vão do ufanismo à desilusão. O mais marcante, talvez, em 1994, quando, ao passo que o país tomava uma decisão madura em prol de um plano econômico que primava pela austeridade e responsabilidade (Plano Real), a seleção brasileira fazia o mesmo ao adotar o pragmatismo de Dunga e Mauro Silva para sair de uma amarga fila de 24 anos. Decisões maduras e difíceis tomadas por homens, e não meninos. Ao mesmo tempo, é possível traçar paralelo similar entre as seleções brasileiras da última década e a euforia populista da era Lula/Dilma. Nosso suposto “ingresso no mundo desenvolvido” se daria através de um modelo “genuínamente nacional” , e nossos vícios tradicionais como a malandragem e o “jeitinho” eram exaltados como virtudes. Eram tempos de Lula presidente e seleção chinelinho de Weggis, 2006. Dane-se a disciplina, nossos talentos (e comodities) sempre resolvem no final. Ou não…

A fugaz tentativa de “botar ordem na casa” com Dunga como técnico se mostrou, em 2010, ineficaz. Não há disciplina que cure a cada vez mais incensada alma pagodeira de nossos jogadores. Dunga quis converter os “meninos sorridentes e batucadores” , das selfies com biquinho e corações para a câmera , em guerreiros implacáveis, e recebeu de volta um vareio da Holanda de Robben e Snejder. Culpou-se o treinador pelo fracasso na África do Sul, e o apelo por mais “alegria e ousadia” era constante. Muita disciplina e pouco pagode, os males do país são!

A seleção brasileira de 2014, composta por sorridentes mocinhos sem fibra moral, caiu sem dignidade alguma diante de uma forte , organizada e (ressalte-se) alegre Alemanha. O fracasso da “missão histórica” do alegre brasileiro – construção de sociólogos, historiadores, marqueteiros e vacas-sagradas da cultura nacional- encontra eco tanto no fiasco do clepto-desenvolvimentismo petista, escancarado na crise econômica e institucional que vivemos, quanto na seleção brasileira, em que nossos 23 pueris batucadores foram demolidos pela realidade de um futebol mais desenvolvido e pela pressão de se vencer em casa.

A vida não é feita de sorrisos, e o grupo Molejo não é feito de poetas. A realidade é ainda cruel para nós brasileiros. Nossa carga de impostos é absurda, nossa bandidagem faz inveja ao Hezbollah e somos um país essencialmente pobre. Até quando ficaremos sorrindo? Em recente pesquisa, o Movimento Renova Vinhedo descobriu que boa parte da população local atribui notas ALTAS a escolas públicas cujo desempenho no ENEM é vergonhoso. Justificavam que os professores e funcionários eram “gente boa”. Até quando a cordialidade vai se sobrepor ao desempenho?

Eu não torci pra essa seleção de pagodeiros. Eu não gosto de nenhum deles. Devem ser bons rapazes, mas não possuía razão alguma para apoiá-los. Para eles, sorrir tornou-se uma expressão estética isolada, um fim em si mesmo. Sua celebração era celebrada pela mídia, num patético esforço ufanista para que celebremos nossa própria celebração. Prefiro achar que isso é loucura.

Eu torço pra gente que trabalha sério, gente ranzinza, gente inconformada. Não quero viver num país de mentalidade pagodeira. Não tenho razões para sorrir enquanto perdemos sucessivas janelas históricas para o progresso econômico e social. A construção de um país desenvolvido ocorre através de um longo processo histórico onde a liberdade econômica e uma cultura de trabalho e austeridade são valores fundamentais. Nossos verdadeiros craques trabalham arduamente e pagam impostos absolutamente extorsivos, com ou sem sorriso na cara. Em um governo que os trata como inimigos e uma cultura que celebra valores opostos, essa gente perde de goleada todos os dias.

A realidade é muito mais complexa do que os esquemas táticos do Felipão. Em um mercado global e competitivo, somos acossados constantemente pela concorrência com milhares de Müllers e Schweisteigers – na forma de empresas e indivíduos mais aptos e preparados . E estamos perdendo, novamente, de lavada para os “cinturas-duras”. Ao ignorarmos os verdadeiros desafios que se impõe sobre nós,  ficamos a mercê de nossas emoções e de conceitos errôneos acerca do que é vencer no mundo contemporâneo. Conforme já dito, o marketing eleitoral governista da última década caiu por terra. É hora de encarar nossas deficiências de frente, com mais cérebro e menos coração.

Que o fiasco da seleção brasileira – e a derrota do PT no pleito de outubro – sirvam para representar senão o  fim, ao menos o outono desta mentalidade pagodeira que assola o país. Que deixemos nossa arrogância de lado e reconheçamos nossas profundas deficiências. Que aprendamos , com países como a Alemanha, como se valorizar aqueles que trabalham de forma  séria e comprometida – diferentemente da  histeria coletiva e do oba-oba de “paizões” como Lula, Vargas e Scolari. Temos ainda muito pouco a ensinar para o mundo. Resguardávamos ainda nossa supremacia em termos de futebol e de “alegria”. Hoje nem isso. Se nos estádios  passamos por  uma visível decadência técnica, nos corações somos ainda mais tolos e infantis. Alegria, felicidade e amor podem ser expressos de forma mais bela e menos óbvia do que em uma canção do Thiaguinho.

☆ O pacto com o Diabo: Decreto 8.243/14 ☆

 

Assembléia dos Soviets de Petrogrado 1917Os Sovietes surgiram em 1905 como órgãos da insurreição armada, concebidos pela criatividade revolucionária das massas populares, “como expressão da criação do povo, como manifestação da iniciativa do povo” (Lenin). Com essas palavra eram enaltecidos os conselhos populares que deram forma aos sovietes, para assim outorgar poder ao proletariado na ex-União Soviética que terminou em sua forma estatal de “Ditadura Popular”.

Na Venezuela, liderados por Hugo Cháves, foram constituídos 44.196 conselhos comunais em todo país com o intuito de fortalecer os ideais da Revolução Bolivariana. Segundo a ministra para as Comunas, Isis Ochoa, a Lei Orgânica sancionada em 2009 define os conselhos comunais como instancia de participação, articulação e integração entre os cidadãos e as diversas organizações comunitárias, movimentos sociais e populares. (…) Ochoa ainda enaltece que que existe uma Lei de Controle Social para garantir o bom uso dos recursos em mãos dos conselhos comunais.

Seguindo a mesma linha extremista e ditatorial, o Governo Brasileiro por meio da Presidente Dilma Houssef (PT), que jamais escondeu sua linha de extrema esquerda, bem como a aberrante aproximação com regimes ditatoriais (Cuba, Venezuela, etc), por meio do Decreto n.º 8.243/14Instituiu a Política Nacional de Participação Social – PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social – SNPS, que em apertada síntese consiste na outorga de poderes aos “movimentos sociais”, ou analogamente “sovietes brasileiros”, ou ainda “conselhos comunais” se seguirmos o padrão Venezuelano.

O Governo do PT busca conter alarde, alegando que o Decreto busca apenas aumentar a participação popular, todavia, o mencionado Decreto que, ressalte-se, possui força normativa mesmo sendo emanado exclusivamente pela Presidência, fere mortalmente o texto constitucional que, em seu artigo 1º, parágrafo único, determina: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. E, corroborando tal disposição, o artigo 2º da Constituição Federal determina: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

Evidente a relação entre o modelo Soviético, Venezuelano e, infelizmente, Brasileiro. O Decreto traz consigo uma leitura que parece inofensiva, como verdadeiro cavalo de Tróia, implanta no Ordenamento Jurídico um vírus normativo capaz de aniquilar o Estado Democrático de Direito, instaurando a pedra fundamental para a “Ditadura do Proletariado”. Vale lembrar que na União Sovietica o poder dado aos sovietes se iniciou como pequenos conselhos, culminando no órgão de controle supremo (Supremo Soviete), o qual era detentor de todo o Poder.

Militantes esquerdistas, socialistas e, eminentes comunistas saem em defesa do Decreto Diabólico alegando  “Que qualquer entidade pode participar”. Parece interessante, mas se analisarmos a fundo, quem vai medir a proporcionalidade do número de entidades do comitê em acordo com a vontade popular? Um conselho do conselho? E como o Reinaldo Azevedo colocou “Isso que a presidente está chamando de “sistema de participação” é, na verdade, um sistema de tutela. Parte do princípio antidemocrático de que aqueles que participam dos ditos movimentos sociais são mais cidadãos do que os que não participam. Criam-se, com esse texto, duas categorias de brasileiros: os que têm direito de participar da vida pública e os que não têm. Alguém dirá: “Ora, basta integrar um movimento social”. Mas isso implicará, necessariamente, ter de se vincular a um partido político.

Não fosse apenas isso, a manifestação popular é garantida pela Constituição brasileira que assegura o direito à livre manifestação e consagra a forma da democracia representativa: por meio de eleições livres, que escolhem o Parlamento. O que Dilma está fazendo por decreto é criar uma outra categoria de representação, que não passa pelo processo eletivo. Trata-se de uma iniciativa que busca corroer por dentro o regime democrático.

O que observamos hoje é um Governo impopular, notadamente esquerdista, que busca se perpetuar no Poder por meios avessos ao regime Democrático. O Decreto 8.243/14 não apenas fere o texto Constitucional, mas também implanta uma mácula no Ordenamento Jurídico Brasileiro capaz de servir de válvula de escape para sua manutenção no poder, haja vista que os “Movimentos Sociais” sempre foram a bandeira petista e, no momento delicado que vivemos, servirão de meio para um fim maquiavélico do governo. A Democracia clama por Socorro!

☆☆☆ Entenda o Decreto 8243 ☆☆☆

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Podem nos chamar de ranzinzas. Mas jamais de ausentes. O Brasil vive um momento perigosíssimo em sua jovem democracia. O Partido dos Trabalhadores – afiliado ao Foro de São Paulo – e aliado fundamental dos regimes mais retrógrados da América Latina, leva a cabo, lentamente, seu projeto totalitário.  Em qualquer sociedade alerta e vigilante, um decreto golpista como o 8243 seria absolutamente repudiado -seja por seus parlamentares, seja pelos meios de comunicação – por representar uma excrescência soviética disfarçada de democracia direta.

Vamos entender: vivemos em um sistema democrático representativo, onde o cidadão outorga, via voto,sua voz política a um representante. Tal representante, seja no poder executivo, seja no legislativo, em qualquer das esferas do poder, deverá fazer uso dessa representação que lhe fora outorgada para defender seu programa ideológico/propositivo dentro das diversas instâncias do poder, e assim converter em ações concretas os anseios daqueles que lhe indicaram através do sufrágio. Tal modelo, inaugurado na democracia liberal norte americana no Século XVIII, se provou historicamente o mais eficaz na garantia e resguardo dos direitos humanos fundamentais. Podemos tecer críticas e propor algumas melhorias pontuais ( defendemos o modelo distrital misto), mas não é lógico, tampouco representativo, alterar sua natureza fundamental para instalar, no seio de sua lógica estruturante, mecanismos de “democracia direta” (haja aspas aí…) de inspiração soviética e transpiração bolivariana.

Tal decreto presidencial busca submeter decisões de órgãos públicos a “conselhos populares” formados por “movimentos sociais”, numa resposta do Poder Executivo às “demandas das manifestações de junho”. Desta forma, outorga poder a grupos e indivíduos que não foram eleitos através do voto, distorcendo a democracia representativa e aparelhando de forma profunda todas as instâncias do poder. Poderíamos nos ater a aspectos absolutamente formais do que vem a ser um “movimento social” (  associação de moradores, igreja, OAB também contam? Ou apenas os que vestem vermelho?), mas tais detalhes passam desapercebidos diante do absurdo que é reduzir a efetividade representativa do voto, e assim, o real poder do POVO.

Pois o POVO – essa entidade abstrata pela qual a esquerda justifica seus erros – de fato existe, e tem, literalmente, mais o que fazer. Ele trabalha, estuda, cuida da sua família, participa de sua comunidade e – pasmem – é extorquido diariamente via impostos para sustentar a abusiva máquina estatal. Esse coletivo de indivíduos já possui os instrumentos constitucionalmente garantidos para fazer valer sua voz política. A instalação de tais “conselhos populares” ( lê-se grupo de militantes de esquerda ligados a partidos como PT, PSOL, PSTU) converte cada um dos indivíduos brasileiros – seja ele rico, pobre, branco ou preto –  em cidadãos de segunda categoria, alijados do processo decisório por não pertencerem a grupos de pressão social sem qualquer legitimidade. Cabe a eles  – todos nós – o papel de burro de carga no projeto bolivariano nacional.

Ao reduzir o poder democrático do voto, o PT aplica nada além de um GOLPE na democracia. Golpe este que contou com o silêncio das prostitutas de plantão ( PMDB, PP, PDT, PSD,PR, etc), o apoio ideológico de outros defensores da tirania ( PSOL, PCdoB, PSTU) e o grito tímido de uma oposição sem BOLAS. A  real oposição, concentrada nos formadores de opinião liberais e conservadores país afora, vêm alertando a população acerca de tais perigos, ainda sem sucesso. A bunda do Hulk  e o choro do Júlio César são temas mais relevantes ao “brasileiro com muito orgulho e muito amor“.

A festa da “Copa das Copas” vai terminando, mas sua ressaca será permanente. Esperamos que cantem o hino ” a capella” diante das batalhas que virão.