☆ O Crepúsculo dos Pagodeiros ☆

pagode

por Renan Santos

Eu sou brasileiro e nunca gostei de pagode. Nunca fui afeito, também, a demonstrações exageradas de sentimentalismo barato – ainda que incentivado, desde pequeno, pelos meios de comunicação e por parentes e amigos imersos na tal “brasilidade”. Tampouco sei exatamente quando convencionou-se que deveríamos ser uma turba de “Zés Cariocas” sorridentes e malandros, histericamente passionais e orgulhosamente alienados. O que sei, apenas, é que não me encaixo nesse desajuste civilizacional que ignora seus 60.000 homicídios/ano enquanto afirma sua nacionalidade com “muito orgulho e muito amor“.

Não vou, porém, converter este texto numa tese antropológica. Estou aqui para falar de pagodeiros e – mais que isso – de uma mentalidade pagodeira que nos rodeia país afora. Nada escapa de seus tentáculos melosos e de sua malemolência pueril. Tal qual um Che Guevara do pandeiro, rompe classes sociais e barreiras étnicas e geográficas, passando massa corrida sobre nossa irregular superfície cultural. Abrange, inclusive, outros gêneros musicais. Regina Casé e seu programa de TV estão aí para nos provar isso. Enfim, sabemos da dimensão de sua influência quando não precisamos descrever as qualidades do fenômeno. Você, que lê esse texto, sabe exatamente do que estou falando.

Da conversão forçada do samba em música nacional ( jamais teve a abrangência territorial da música sertaneja, por exemplo) , até o abandono de seus arquétipos tradicionais ( o malandro do morro, por exemplo), mais de 80 anos se passaram. Hoje, afirmamos nossa brasilidade nas figuras dos meninos sorridentes e alegres, saudavelmente ignorantes, implacavelmente beijoqueiros e forçosamente espontâneos. Bradamos esta “ousadia e alegria” enquanto oposição aos sisudos “cinturas-duras” do mundo desenvolvido – aquela gente chata e cinza que insiste em ganhar dinheiro e ostentar um IDH superior. Esquecemos-nos porém, que não somos os únicos a fazer isso. É recorrente por parte de povos dominados e subdesenvolvidos ostentar sua suposta criatividade superior (jamais confirmada na forma de patentes industriais ou obras primas da arte ) , sua hospitalidade, espontaneidade, sensualidade e por aí afora. “Viver bem” e “ser feliz” é o prêmio de consolação que resta aos perdedores – ainda que desviando de alguns cadáveres aqui e acolá.

A Seleção Brasileira de Futebol, em especial após sua consagração a partir de 1958, condensou esse sentimento confuso de brasilidade ao demonstrar, nestas pequenas simulações de guerra, que de alguma forma podíamos subjugar a potência estrangeira – seja ela o arrogante argentino ou o sisudo alemão – através de nossas características “fundamentais” , como a alegria, a malandragem e a “ginga”. E não apenas o brasileiro comprou essa história: o mundo todo também o fez. O país do “jogo bonito” encontrou no futebol a materialização de sua cultura. Futebolistas viram heróis, cronistas esportivos viraram poetas. A civilização brasileira tinha em Pelé seu Aquiles, e em Nelson Rodrigues seu Homero. De 4 em 4 anos provaríamos nosso valor e encantaríamos o mundo com a expressão máxima de nossa nacionalidade. A pátria de chuteiras cumpriria seu destino manifesto e faria do mundo um lugar sorridente. Eis a escatologia brasiliana.

Desta forma, enquanto projeção do espírito brasileiro, a seleção canarinho refletiu diversos momentos históricos do país, que vão do ufanismo à desilusão. O mais marcante, talvez, em 1994, quando, ao passo que o país tomava uma decisão madura em prol de um plano econômico que primava pela austeridade e responsabilidade (Plano Real), a seleção brasileira fazia o mesmo ao adotar o pragmatismo de Dunga e Mauro Silva para sair de uma amarga fila de 24 anos. Decisões maduras e difíceis tomadas por homens, e não meninos. Ao mesmo tempo, é possível traçar paralelo similar entre as seleções brasileiras da última década e a euforia populista da era Lula/Dilma. Nosso suposto “ingresso no mundo desenvolvido” se daria através de um modelo “genuínamente nacional” , e nossos vícios tradicionais como a malandragem e o “jeitinho” eram exaltados como virtudes. Eram tempos de Lula presidente e seleção chinelinho de Weggis, 2006. Dane-se a disciplina, nossos talentos (e comodities) sempre resolvem no final. Ou não…

A fugaz tentativa de “botar ordem na casa” com Dunga como técnico se mostrou, em 2010, ineficaz. Não há disciplina que cure a cada vez mais incensada alma pagodeira de nossos jogadores. Dunga quis converter os “meninos sorridentes e batucadores” , das selfies com biquinho e corações para a câmera , em guerreiros implacáveis, e recebeu de volta um vareio da Holanda de Robben e Snejder. Culpou-se o treinador pelo fracasso na África do Sul, e o apelo por mais “alegria e ousadia” era constante. Muita disciplina e pouco pagode, os males do país são!

A seleção brasileira de 2014, composta por sorridentes mocinhos sem fibra moral, caiu sem dignidade alguma diante de uma forte , organizada e (ressalte-se) alegre Alemanha. O fracasso da “missão histórica” do alegre brasileiro – construção de sociólogos, historiadores, marqueteiros e vacas-sagradas da cultura nacional- encontra eco tanto no fiasco do clepto-desenvolvimentismo petista, escancarado na crise econômica e institucional que vivemos, quanto na seleção brasileira, em que nossos 23 pueris batucadores foram demolidos pela realidade de um futebol mais desenvolvido e pela pressão de se vencer em casa.

A vida não é feita de sorrisos, e o grupo Molejo não é feito de poetas. A realidade é ainda cruel para nós brasileiros. Nossa carga de impostos é absurda, nossa bandidagem faz inveja ao Hezbollah e somos um país essencialmente pobre. Até quando ficaremos sorrindo? Em recente pesquisa, o Movimento Renova Vinhedo descobriu que boa parte da população local atribui notas ALTAS a escolas públicas cujo desempenho no ENEM é vergonhoso. Justificavam que os professores e funcionários eram “gente boa”. Até quando a cordialidade vai se sobrepor ao desempenho?

Eu não torci pra essa seleção de pagodeiros. Eu não gosto de nenhum deles. Devem ser bons rapazes, mas não possuía razão alguma para apoiá-los. Para eles, sorrir tornou-se uma expressão estética isolada, um fim em si mesmo. Sua celebração era celebrada pela mídia, num patético esforço ufanista para que celebremos nossa própria celebração. Prefiro achar que isso é loucura.

Eu torço pra gente que trabalha sério, gente ranzinza, gente inconformada. Não quero viver num país de mentalidade pagodeira. Não tenho razões para sorrir enquanto perdemos sucessivas janelas históricas para o progresso econômico e social. A construção de um país desenvolvido ocorre através de um longo processo histórico onde a liberdade econômica e uma cultura de trabalho e austeridade são valores fundamentais. Nossos verdadeiros craques trabalham arduamente e pagam impostos absolutamente extorsivos, com ou sem sorriso na cara. Em um governo que os trata como inimigos e uma cultura que celebra valores opostos, essa gente perde de goleada todos os dias.

A realidade é muito mais complexa do que os esquemas táticos do Felipão. Em um mercado global e competitivo, somos acossados constantemente pela concorrência com milhares de Müllers e Schweisteigers – na forma de empresas e indivíduos mais aptos e preparados . E estamos perdendo, novamente, de lavada para os “cinturas-duras”. Ao ignorarmos os verdadeiros desafios que se impõe sobre nós,  ficamos a mercê de nossas emoções e de conceitos errôneos acerca do que é vencer no mundo contemporâneo. Conforme já dito, o marketing eleitoral governista da última década caiu por terra. É hora de encarar nossas deficiências de frente, com mais cérebro e menos coração.

Que o fiasco da seleção brasileira – e a derrota do PT no pleito de outubro – sirvam para representar senão o  fim, ao menos o outono desta mentalidade pagodeira que assola o país. Que deixemos nossa arrogância de lado e reconheçamos nossas profundas deficiências. Que aprendamos , com países como a Alemanha, como se valorizar aqueles que trabalham de forma  séria e comprometida – diferentemente da  histeria coletiva e do oba-oba de “paizões” como Lula, Vargas e Scolari. Temos ainda muito pouco a ensinar para o mundo. Resguardávamos ainda nossa supremacia em termos de futebol e de “alegria”. Hoje nem isso. Se nos estádios  passamos por  uma visível decadência técnica, nos corações somos ainda mais tolos e infantis. Alegria, felicidade e amor podem ser expressos de forma mais bela e menos óbvia do que em uma canção do Thiaguinho.

☆ O pacto com o Diabo: Decreto 8.243/14 ☆

 

Assembléia dos Soviets de Petrogrado 1917Os Sovietes surgiram em 1905 como órgãos da insurreição armada, concebidos pela criatividade revolucionária das massas populares, “como expressão da criação do povo, como manifestação da iniciativa do povo” (Lenin). Com essas palavra eram enaltecidos os conselhos populares que deram forma aos sovietes, para assim outorgar poder ao proletariado na ex-União Soviética que terminou em sua forma estatal de “Ditadura Popular”.

Na Venezuela, liderados por Hugo Cháves, foram constituídos 44.196 conselhos comunais em todo país com o intuito de fortalecer os ideais da Revolução Bolivariana. Segundo a ministra para as Comunas, Isis Ochoa, a Lei Orgânica sancionada em 2009 define os conselhos comunais como instancia de participação, articulação e integração entre os cidadãos e as diversas organizações comunitárias, movimentos sociais e populares. (…) Ochoa ainda enaltece que que existe uma Lei de Controle Social para garantir o bom uso dos recursos em mãos dos conselhos comunais.

Seguindo a mesma linha extremista e ditatorial, o Governo Brasileiro por meio da Presidente Dilma Houssef (PT), que jamais escondeu sua linha de extrema esquerda, bem como a aberrante aproximação com regimes ditatoriais (Cuba, Venezuela, etc), por meio do Decreto n.º 8.243/14Instituiu a Política Nacional de Participação Social – PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social – SNPS, que em apertada síntese consiste na outorga de poderes aos “movimentos sociais”, ou analogamente “sovietes brasileiros”, ou ainda “conselhos comunais” se seguirmos o padrão Venezuelano.

O Governo do PT busca conter alarde, alegando que o Decreto busca apenas aumentar a participação popular, todavia, o mencionado Decreto que, ressalte-se, possui força normativa mesmo sendo emanado exclusivamente pela Presidência, fere mortalmente o texto constitucional que, em seu artigo 1º, parágrafo único, determina: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. E, corroborando tal disposição, o artigo 2º da Constituição Federal determina: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

Evidente a relação entre o modelo Soviético, Venezuelano e, infelizmente, Brasileiro. O Decreto traz consigo uma leitura que parece inofensiva, como verdadeiro cavalo de Tróia, implanta no Ordenamento Jurídico um vírus normativo capaz de aniquilar o Estado Democrático de Direito, instaurando a pedra fundamental para a “Ditadura do Proletariado”. Vale lembrar que na União Sovietica o poder dado aos sovietes se iniciou como pequenos conselhos, culminando no órgão de controle supremo (Supremo Soviete), o qual era detentor de todo o Poder.

Militantes esquerdistas, socialistas e, eminentes comunistas saem em defesa do Decreto Diabólico alegando  “Que qualquer entidade pode participar”. Parece interessante, mas se analisarmos a fundo, quem vai medir a proporcionalidade do número de entidades do comitê em acordo com a vontade popular? Um conselho do conselho? E como o Reinaldo Azevedo colocou “Isso que a presidente está chamando de “sistema de participação” é, na verdade, um sistema de tutela. Parte do princípio antidemocrático de que aqueles que participam dos ditos movimentos sociais são mais cidadãos do que os que não participam. Criam-se, com esse texto, duas categorias de brasileiros: os que têm direito de participar da vida pública e os que não têm. Alguém dirá: “Ora, basta integrar um movimento social”. Mas isso implicará, necessariamente, ter de se vincular a um partido político.

Não fosse apenas isso, a manifestação popular é garantida pela Constituição brasileira que assegura o direito à livre manifestação e consagra a forma da democracia representativa: por meio de eleições livres, que escolhem o Parlamento. O que Dilma está fazendo por decreto é criar uma outra categoria de representação, que não passa pelo processo eletivo. Trata-se de uma iniciativa que busca corroer por dentro o regime democrático.

O que observamos hoje é um Governo impopular, notadamente esquerdista, que busca se perpetuar no Poder por meios avessos ao regime Democrático. O Decreto 8.243/14 não apenas fere o texto Constitucional, mas também implanta uma mácula no Ordenamento Jurídico Brasileiro capaz de servir de válvula de escape para sua manutenção no poder, haja vista que os “Movimentos Sociais” sempre foram a bandeira petista e, no momento delicado que vivemos, servirão de meio para um fim maquiavélico do governo. A Democracia clama por Socorro!

☆☆☆ Entenda o Decreto 8243 ☆☆☆

dilma

Podem nos chamar de ranzinzas. Mas jamais de ausentes. O Brasil vive um momento perigosíssimo em sua jovem democracia. O Partido dos Trabalhadores – afiliado ao Foro de São Paulo – e aliado fundamental dos regimes mais retrógrados da América Latina, leva a cabo, lentamente, seu projeto totalitário.  Em qualquer sociedade alerta e vigilante, um decreto golpista como o 8243 seria absolutamente repudiado -seja por seus parlamentares, seja pelos meios de comunicação – por representar uma excrescência soviética disfarçada de democracia direta.

Vamos entender: vivemos em um sistema democrático representativo, onde o cidadão outorga, via voto,sua voz política a um representante. Tal representante, seja no poder executivo, seja no legislativo, em qualquer das esferas do poder, deverá fazer uso dessa representação que lhe fora outorgada para defender seu programa ideológico/propositivo dentro das diversas instâncias do poder, e assim converter em ações concretas os anseios daqueles que lhe indicaram através do sufrágio. Tal modelo, inaugurado na democracia liberal norte americana no Século XVIII, se provou historicamente o mais eficaz na garantia e resguardo dos direitos humanos fundamentais. Podemos tecer críticas e propor algumas melhorias pontuais ( defendemos o modelo distrital misto), mas não é lógico, tampouco representativo, alterar sua natureza fundamental para instalar, no seio de sua lógica estruturante, mecanismos de “democracia direta” (haja aspas aí…) de inspiração soviética e transpiração bolivariana.

Tal decreto presidencial busca submeter decisões de órgãos públicos a “conselhos populares” formados por “movimentos sociais”, numa resposta do Poder Executivo às “demandas das manifestações de junho”. Desta forma, outorga poder a grupos e indivíduos que não foram eleitos através do voto, distorcendo a democracia representativa e aparelhando de forma profunda todas as instâncias do poder. Poderíamos nos ater a aspectos absolutamente formais do que vem a ser um “movimento social” (  associação de moradores, igreja, OAB também contam? Ou apenas os que vestem vermelho?), mas tais detalhes passam desapercebidos diante do absurdo que é reduzir a efetividade representativa do voto, e assim, o real poder do POVO.

Pois o POVO – essa entidade abstrata pela qual a esquerda justifica seus erros – de fato existe, e tem, literalmente, mais o que fazer. Ele trabalha, estuda, cuida da sua família, participa de sua comunidade e – pasmem – é extorquido diariamente via impostos para sustentar a abusiva máquina estatal. Esse coletivo de indivíduos já possui os instrumentos constitucionalmente garantidos para fazer valer sua voz política. A instalação de tais “conselhos populares” ( lê-se grupo de militantes de esquerda ligados a partidos como PT, PSOL, PSTU) converte cada um dos indivíduos brasileiros – seja ele rico, pobre, branco ou preto –  em cidadãos de segunda categoria, alijados do processo decisório por não pertencerem a grupos de pressão social sem qualquer legitimidade. Cabe a eles  – todos nós – o papel de burro de carga no projeto bolivariano nacional.

Ao reduzir o poder democrático do voto, o PT aplica nada além de um GOLPE na democracia. Golpe este que contou com o silêncio das prostitutas de plantão ( PMDB, PP, PDT, PSD,PR, etc), o apoio ideológico de outros defensores da tirania ( PSOL, PCdoB, PSTU) e o grito tímido de uma oposição sem BOLAS. A  real oposição, concentrada nos formadores de opinião liberais e conservadores país afora, vêm alertando a população acerca de tais perigos, ainda sem sucesso. A bunda do Hulk  e o choro do Júlio César são temas mais relevantes ao “brasileiro com muito orgulho e muito amor“.

A festa da “Copa das Copas” vai terminando, mas sua ressaca será permanente. Esperamos que cantem o hino ” a capella” diante das batalhas que virão.

☆☆☆ A TAXA DO MUNDO É NOSSA ☆☆☆

☆☆☆ A TAXA DO MUNDO É NOSSA ☆☆☆

Infelizmente essa Taxa já ganhamos. Nosso gigantesco estado rouba 41% do dinheiro de 200 milhões de brasileiros, e apenas a redução do estado, com abertura de mercados e privatização de estatais, pode mudar isso.

Fonte: http://economia.terra.com.br/brasileiro-trabalha-cinco-meses-para-pagar-impostos,de36cb0b41026410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

☆☆☆ COPA DAS COPAS – OITAVAS DE FINAL ☆☆☆

☆☆☆ COPA DAS COPAS - OITAVAS DE FINAL ☆☆☆

Independente do resultado dentro dos gramados, fora deles o Chile é talvez o maior exemplo de como o Brasil poderia prosperar se adotasse medidas liberais em sua economia. Partido de indicadores muitos próximos aos brasileiros, o 7° país mais liberal do mundo teve nos últimos 30 anos uma grande melhora em todos os indicadores sociais e econômicos, goleando o Brasil em praticamente todos e atingindo níveis de países do primeiro mundo. Os chilenos vivem mais, têm facilidade muito maior para abrir empresas (11 *minutos* e pela internet), assassinatos são raros, a imprensa é muito mais livre, a corrupção é baixa e o sistema de saúde é muito superior. Tudo isso com baixa inflação e taxa de juros, levando o Chile a ter o maior PIB per capita da América Latina.
A regra é clara: Chi-Chi-Chi-Lê-Lê-Lê, que o Brasil se inspire em você!

Comparações anteriores:
Brasil x Camarões:
https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/24/copa-das-copas-5/
Brasil x Costa Rica:
https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/22/013/
Brasil x Estados Unidos:
https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/19/012/
Brasil x México:
https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/18/011/
Brasil x Croácia:
https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/17/009/

☆ Manifesto em Nome de uma Nova Saúde em Vinhedo ☆

A Santa Casa de Vinhedo, além de importante para a cidade – sob diversos aspectos, – converteu-se em uma querela política que desperta as mais diversas polêmicas. Mais do que o foco no atendimento as demandas da população por um bom serviço público de saúde,  a crise da Santa Casa representa um festival de demagogia pública em prol de exposição eleitoral, uma verdadeira “novela política” onde todos  querem ser o “salvador da pátria”.

Esqueça sua dívida trabalhista com os funcionários que por lá passaram, e os que ainda estão trabalhando e recebendo salários fracionados ; passe por cima das pessoas que tiveram seu direito negligenciado pela falta de atendimento , ou vítimas de um atendimento inadequado, conforme o  importante relato do vereador Rodrigo Paixão à época, onde narra fato ocorrido com seu irmão – “Há alguns anos atrás, meu irmão, após ficar em observação, para avaliação de uma inflamação na região do pescoço, adquiriu uma Septicemia no interior da Santa Casa…”.[1]

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Nesta época, alguns vereadores e agentes políticos da cidade defendiam o fechamento da Santa Casa, bem como  a construção de um hospital público.  Hoje, porém,  o que se evidencia é uma ação clara em  “caçar-se os culpados”  ( sem desmerecer a atuação de nenhuma das CPI’s) , havendo porém um total e completo vácuo propositivo , de curto e médio prazos, para sanar esse problema. Ao fim, discute-se a Santa-Casa como um fim em si mesmo e converte-se uma falida fórmula de gestão da saúde em palanque demagógico para diletantes da classe política municipal. E a população – como sempre por sinal – é relegada ao papel de figurante (lê-se vítima) de um sistema de saúde que não funciona.

Fala-se na construção de um hospital público na cidade, ou mesmo numa hipotética reativação da Santa Casa.O debate em si é muito pobre, e é permeado por frases de efeito ao invés de argumentos sólidos. Possuiremos recursos, a longo prazo, para tanto? É válido incorrer nos mesmos erros de gestão com a Santa Casa? Mesmo com o orçamento considerável, Vinhedo tem outras opções:  A compra de serviços hospitalares, por exemplo. Sob tal modelo, evita-se o inchaço da máquina administrativa ( hoje do, montante arrecadado, cerca de 50% é gasto com funcionalismo público) e permite-se um atendimento de qualidade por parte do setor privado. Ainda assim, por questões geográficas e logísticas, não podemos ignorar a demanda por um novo hospital na cidade, o que torna o debate um tanto mais complexo.

 

O que pensa o Movimento Renova Vinhedo?

Queremos um hospital sim! Em ordem, com atendimento pleno e eficiente, com suas contas em dia, mas que funcione 100% para a população – sem restrições. Opções  e experiências de sucesso existem em vários países do mundo e – pasmem! – no Brasil, sob a gestão dos “neoliberais” Jaques Wágner (PT-BA)[2] e Gilberto Kassab (PSD- SP).[3] Devemos parar de olhar para trás e, definitivamente, voltar nossos olhos para experiências que FUNCIONAM! Vinhedo é especial por ter adotado, ao longo de sua história, medidas corajosas que incentivaram o empreendedorismo na cidade. Chegou a hora de fazer o mesmo com a saúde.

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Fica o nosso recado para os Srs. Vereadores e a Prefeitura: Elevemos o nível do debate! A doença e o sofrimento alheio não devem servir de palanque para 2016.

 

[1] http://rodrigopaixao.wordpress.com/2009/05/29/quem-tem-medo-da-santa-casa/

[2] Experiência na Bahia, premiada pelo Banco Mundial : http://www.ouvidoriageral.ba.gov.br/2013/04/19/hospital-do-suburbio-recebe-premio-do-banco-mundial-nos-estados-unidos/

[3] Experiência em SP, via parceria com o Albert Einstein ; http://www.einstein.br/responsabilidade-social/hospital-municipal-de-mboi-mirim/Paginas/hospital-municipal-dr-moyses-deutsch.aspx . Vale lembrar que neste caso a prefeitura participou com os gastos relativos a construção do mesmo.

☆☆☆ Contra o passe livre ☆☆☆

☆☆☆ Contra o passe livre ☆☆☆

A alguns dias vimos cenas lamentáveis de depredação ao patrimônio privado em mais um protesto promovido pelo Movimento Passe Livre em São Paulo.
Esse movimento luta pelas catracas livres, ou seja, um modelo sustentado via subsídios governamentais, como as prefeituras não produzem dinheiro, apenas arrecadam impostos, os trabalhadores que pagam a sua contribuição compulsória irão custear aqueles que nada produzem.
Não há nenhum lugar do mundo onde essa proposta tenha se sustentado, podemos citar os exemplos norte americanos de Austin que durou 15 meses, Trenton e Denver que duraram menos de 1 ano.
Com o Passe livre teríamos aumento artificial da demanda, gerando superlotação dos transportes coletivos, queda na qualidade, mais dinheiros nas mãos do conchavo entre empresas de transporte e Estado e aumento da carga tributaria prejudicando os mais pobres.
A solução para o transporte público seria o fim do intervencionismo em forma de concessões, abrindo o mercado para concorrência deixando com que as empresas lutassem pelos consumidores, aumentando a qualidade dos serviços e diminuição dos preços.

☆☆☆COPA DAS COPAS 5 ☆☆☆

☆☆☆COPA DAS COPAS 5 ☆☆☆

Após ser goleado nas quatro comparações econômicas anteriores (incluindo pela cada vez mais liberal Costa Rica), o Brasil finalmente goleia em uma comparação econômica como goleou nos campos. A comparação, também, é desleal: Camarões teve sua independência e unificação (havia dois lados, inglês e francês) apenas em 1961 e é uma ditadura “democrática” comandada por um único partido (sonho de um certo partido brasileiro) desde sua independência. Isso obviamente levou a menor independência econômica, limitando o crescimento econômico do país e levando sofrimento a sua população, que em média não vive mais do que 58 anos. Mesmo assim, o país possui índices de inflação e homicídios por 100 mil habitantes menores do que o Brasil.
A regra é clara: país comandado por partido único é impedimento para a democracia e para o desenvolvimento econômico.

Comparações anteriores:
Brasil x Costa Rica:
https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/22/013/
Brasil x Estados Unidos:
https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/19/012/
Brasil x México:
https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/18/011/
Brasil x Croácia:
https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/17/009/

☆ O ensino médio público em Vinhedo ☆

Analisamos de forma mais apurada os resultados apresentados pela pesquisa realizada pelo Movimento Renova Vinhedo. Após o post focado no tema do transporte noturno, trazemos luz à temática da educação – mais precisamente o ensino médio em Vinhedo.

Há razões para tal corte. O município conta com um eficiente sistema de ensino fundamental, como atestam os resultados da Prova Brasil de 2007:[1]

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[1] Utilizamos como base de dados o ano de 2007, tendo como fonte o “Diagnóstico da Educação Básica na Região Metropolitana de Campinas “, do Prof. José Roberto Rus Peres, Professor Doutor da Faculdade de Educação – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Desde já, assumimos uma premissa para toda a análise vinda deste Movimento: levamos comparações a sério. O fato de Vinhedo não se destacar em comparação aos municípios com orçamentos inferiores é um demérito, suscitando uma reflexão mais profunda por parte dos formuladores de políticas públicas na cidade.

Amplamente municipalizados, em acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro

de 1996, a Educação Infantil e o Ensino Fundamental serão objeto de análise mais minuciosa futuramente. Vamos nos ater, por ora, ao Ensino Médio.

Não são raras as manifestações de descontentamento com a qualidade do ensino ofertado pelas três instituições de ensino médio estaduais ( Patriarca da Independência, Maria do Carmo Von Zuben e Israel Schoba). Menos raras são as reclamações relacionadas às suas estruturas física e de segurança. Encontramos portanto uma campo fértil para análise e esboço de projeto de melhoria a ser construído passo a passo com a sociedade.

1)   Resultados da pesquisa:

A pesquisa de opinião mostrou uma franca polarização nas avaliações das escolas. A Patriarca da Independência recebeu número similar de avaliações ruim/péssima e boa/ótima. Seu desempenho foi superior ao da Professor Israel Schoba, que por seu turno foi aquela apresentou a pior avaliação. O caso mais interessante – e que será objeto de análise mais detalhada – é o da Escola Estadual Professora Maria do Carmo Ricci Von Zuben, localizada no bairro da Capela,  que foi muito bem avaliada (40,5% de bom/ótimo) , deixando no ar uma estranha sensação de que tudo vai bem no Ensino Médio Vinhedense.

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1.1)       O estranho caso “Maria Von Zuben”

No dia da pesquisa, nossa equipe percebeu que durante a coleta de informações com os jovens, os mesmos costumavam auferir notas altas a suas escolas de origem, e notas extremamente baixas a  “escolas rivais”. Tal padrão pode ter influenciado decisivamente na relativamente boa avaliação desta escola, a despeito de alguns deméritos conhecidos por todos. Mais: a população parece não fazer uso de bons instrumentos de análise, bem como não aparenta participar de forma plena na construção de um ensino médio mais forte e competitivo para a juventude vinhedense.

Tal percepção, porém, não parece ser uma exclusividade do município de Vinhedo, tendo em vista que a baixa qualidade do ensino público ofertado no Brasil ultrapassa barreiras territoriais e socioeconômicas, esbarrando em conceitos errados, grupos de pressão social como os sindicatos e no incipiente envolvimento familiar.

Uma breve análise do gráfico abaixo demonstra a gravidade do problema:grafico escola

 

A diferença gritante de desempenho entre os colégios particulares e a “Maria Von Zuben” chega a ser acintosa. Ao ocupar a posição número 5.284, atrás de escolas estaduais de municípios consideravelmente mais pobres do que Vinhedo, percebemos que a ausência de articulação entre a comunidade, o município e o estado pode representar um grande desperdício de dinheiro publico.

Diante do exposto, o caso “Maria Von Zuben” oferece-nos as seguintes conclusões:

–       Falta de engajamento e participação civil  no ensino médio da cidade demanda mecanismos de informação e incentivo por parte do poder público;

–       Falta de visão por parte do gestor público municipal, que não aborda a questão educacional de forma abrangente e ignora os efeitos de uma gestão ruim do Ensino Médio sobre os trabalhos feitos no ensino fundamental;

–       Pouco ou quase nenhum uso dos mecanismos de avaliação, bem como sua devida divulgação, para um avanço concreto no ensino médio;

–       Preconceito ideológico que impede todos os agentes envolvidos de enxergar o óbvio: as escolas privadas apresentam resultados consideravelmente superiores em toda e qualquer avaliação, possuindo, portanto, métodos de ensino e gestão superiores.

 

1.1)       Mais resultados e propostas de solução:

A página “8” de nossa pesquisa mostra o resultado da avaliação de diversas propostas para melhorias no ensino médio em Vinhedo. Os números falam por si:04

Com exceção das premiações em dinheiro para estudantes que apresentem desempenho superior, onde 24,6% dos entrevistados foram contra, a rejeição da população Vinhedense a propostas liberais na gestão do ensino público foi mínima. A aceitação das ideias ultrapassou 70% em todas as outras ideias, demonstrando que o preconceito contra uma maior participação privada no setor parte somente de preconceitos ideológicos e sindicatos.

As premiações por meio de redução no valor do IPTU e da conta de água para familiares de estudantes exemplares ( 82,3% de aprovação) parece ser uma boa forma de inserir a família na questão do ensino médio . Acreditamos que a competição e a meritocracia são critérios que permitem um processo evolutivo na formação de jovens, tornando-os mais aptos a atuar no meio universitário e no mercado de trabalho posteriormente. Tratar a “participação da comunidade” sem metas e avaliações é converter uma importante ferramenta de estímulo à qualidade em num discurso vazio e demagógico, complicando aquilo que deveria ser fácil.

A mesma análise pode ser aplicada aos incentivos para participação de empresas nos investimentos em estrutura física, materiais, computadores e instalações nas escolas. Tal interação pode aumentar e muito a qualidade de nossas instituições de ensino – não apenas as de ensino médio – além de engajar o empresariado nessa importante missão. Sendo uma ideia com mais de 87% de aprovação, é uma formula simples e eficaz na geração de melhorias permanentes em nossas escolas com amplo apoio popular.

Por fim, uma questão ainda polêmica no país apresentou resultados promissores: mais de 74% da população é favorável a uma “gestão privada com ensino e padrão de escolas particulares”. Tal percentual deveria ser uma constatação óbvia de fatos objetivos: escolas privadas apresentam melhor ensino, conforme constatado em todos os exames nacionais e nas listas de aprovados nas principais universidades do país. Ainda assim, vivemos em um país estatista, alvo de grupos de pressão como sindicatos. Toda e qualquer movimentação política para desestatizar o sistema de ensino é alvo de ataques diversos por tais grupos. Se trata, portanto, de um tema espinhoso, do qual os agentes formuladores de políticas públicas costumam fugir, preferindo dialogar com o erro ao invés de assumir posturas corajosas e compromissadas com o futuro dos estudantes.

 

1)   O que pretende o Movimento Renova Vinhedo.

De forma clara e objetiva, estamos diante de um caso em que um município bem dotado de recursos orçamentários tem seus investimentos em educação infantil e fundamental comprometidos pela péssima gestão do ensino médio estadual na cidade. Conforme esta análise, cremos que o “elo fraco da corrente” deve ser removido e substituído por ideias e conceitos modernos, despidos de preconceitos ideológicos e interesses setoriais de grupos de pressão.

Diversos municípios, também dotados de orçamentos consideráveis, fizeram a escolha por municipalizar parte de seu ensino médio, obtendo resultados satisfatórios, como atesta o Enem de 2012:

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A proximidade da gestão municipal, aliada à boa vontade do poder público, permitiram uma clara diferenciação de desempenho em relação às similares estaduais.  Ainda assim, apesar de reconhecermos as vantagens da municipalização, cremos que ainda é pouco: para nós, um modelo de gestão privada do ensino, com metas claras e objetivos tangíveis , é a melhor forma de rompermos com o modelo perverso atual. É sem dúvida uma iniciativa pioneira e corajosa, mas também é, antes de tudo, uma proposta óbvia diante dos fatos. O modelo de educação pública brasileiro é caro e absolutamente fracassado; romper com ele é lutar por melhorias reais na nossa sociedade.

 

Assim, com base nas pesquisas de campo e nos dados coletados, trabalharemos no sentido de:

–       Coletar dados e informações de prefeituras que municipalizaram seu ensino médio, como Paulínia e Contagem;

–       Providenciar ofício a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo a fim de obter maiores informações sobre o orçamento, despesas e desempenho nas escolas estaduais de Vinhedo;

–       Visitar as escolas locais para coletar maiores informações;

–       Dialogar e compor uma equipe de trabalho para criar um novo modelo, baseado em critérios objetivos de desempenho com gestão privada – tanto no ensino quanto na administração;

–       Dialogar com a Secretaria Municipal de Educação sobre as ideias e iniciativas presentes nesta análise.

Convidamos todos os interessados a trabalhar nesta ambiciosa tarefa a se juntarem a nós.

Juntos, levaremos a educação dos jovens de Vinhedo a um novo patamar.

☆☆☆ 1 ANO FAZENDO HISTÓRIA ☆☆☆

Hoje faz um ano que cerca de 50.000 brasileiros foram às ruas protestar. Em 22 de Junho de 2013 se viu bandeiras, faixas e cartazes apontando problemas do Brasil e do Estado de São Paulo. Mas o que chamou mesmo a atenção foi uma pauta contra a corrupção. Os cidadãos, autônomos, lutavam contra a Proposta de Emenda Constitucional 37, que visava limitar o poder de investigação do Ministério Público ,tendo com uma de seus consequências “menores” a anulação de boa parte das provas contra a turma do mensalão . Outra questão que deve ser registrada é que o movimento foi iniciado por um grupo de jovens, sem financiamentos, sem ambições por dinheiro, favores ou poder como infelizmente as vezes se vê atualmente na política. Partidos como o PSOL e seus braços como o MPL e os adoráveis “Black-Blocs” tentavam a todo custo transformar a população em massa de manobra, bem como faziam uso da violência como instrumento de protesto. A Manifestação contra a PEC37, porém, era autônoma, independente e não contou com absolutamente NENHUMA ocorrência policial. Dentre suas lideranças podemos listar nossos amigos Renan Santos e Marcelo Faria – cuja parceria resultou na criação da página “Povo Brasileiro”, tendo a adesão de dezenas de milhares de pessoas. Sem violência, demonstraram que indo além dos discursos de fachada, camisetas do Che Guevara e militontos como a Sininho, o Brasil pode muito mais. Como conseqüência direta, o Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, retirou esta excrescência da pauta do congresso, numa vitória histórica para TODOS OS BRASILEIROS. De tabela, já que essa turma era meio megalomaníaca, fizeram o mesmo com a famigerada “PEC01”, no Estado de São Paulo. Parabéns a todos os envolvidos!