Eduardo Campos

☆☆☆ A morte de Eduardo Campos e o cenário eleitoral ☆☆☆

O falecimento de uma liderança política de peso, como Eduardo Campos, deve inspirar reflexões das mais diversas acerca do cenário político vindouro. Uma eleição que já pintava como aberta torna-se absolutamente imprevisível, arrancando os cabelos de analistas políticos e investidores de risco.

Nossa equipe sempre deu como certa a vitória de Aécio Neves neste pleito, baseada nos cenário que se configurava. Agora, porém, tudo muda de figura. Não podemos crer totalmente no lançamento da candidatura de Marina Silva por parte do PSB, ainda que seja a hipótese mais provável. Na última pesquisa em que fora elencada a beata do mato tinha cerca de 27% das intenções de voto – e não duvido ver algo similar na pesquisa recém encomendada pela DataFolha.

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A questão é que Marina, com o legado da trágica morte de Campos e com a absolutamente lamentável campanha de Aécio Neves, passa a ser concorrente mais forte do ponte de vista meramente eleitoral (não sabemos sua capacidade de articulação política, bem como quem viria a financiar sua campanha) para 2014. Tem potencial para deixar o PSDB para trás ainda no primeiro turno e bater o PT no segundo – contando, para isso, com o apoio do tucano.

Faria um governo confuso, mesclando Gianetti da Fonseca com Guaranis Kaiowás e controle da inflação com passe livre. Sonhos serão narrados, jovens serão iludidos e a vaca seguirá – firme e altiva – rumo ao brejo que lhe aguarda. Em suma, Marina valer-se-ia de sua imagem messiânica para tentar mais uma perigosa aventura estatólatra tupiniquim.