Liberdade

☆☆☆ COPA DAS COPAS – 3º LUGAR ☆☆☆

holanda

 

Se nos gramados a Holanda sobrou, fora deles os Países Baixos (nome oficial do país) dão um verdadeiro show. 15° país com maior liberdade econômica do mundo, a Holanda tem nada mais nada menos do que educação, expectativa de vida, índice de desenvolvimento humano, liberdade de imprensa, percepção da corrupção e índice de assassinatos entre as melhores do mundo. Tudo isso em um país que respeita a liberdade individual das pessoas a ponto de ter tornado legal a prostituição e o uso controlado das drogas (o que, aliás, tem levado a uma redução anual na taxa de assassinatos).


A regra é clara: enquanto nosso estado continuar se metendo em tudo e limitando cada vez mais a liberdade das pessoas, continuaremos ficando com o bagaço da laranja.

Comparações anteriores:

Brasil X Chile: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/27/copa-das-copas-oitavas-de-final/

Brasil x Camarões:https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/24/copa-das-copas-5/ ‎

Brasil x Costa Rica: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/22/013/

Brasil x Estados Unidos: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/19/012/

Brasil x México: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/18/011/

Brasil x Croácia: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/17/009/

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☆☆☆ Entenda o Decreto 8243 ☆☆☆

dilma

Podem nos chamar de ranzinzas. Mas jamais de ausentes. O Brasil vive um momento perigosíssimo em sua jovem democracia. O Partido dos Trabalhadores – afiliado ao Foro de São Paulo – e aliado fundamental dos regimes mais retrógrados da América Latina, leva a cabo, lentamente, seu projeto totalitário.  Em qualquer sociedade alerta e vigilante, um decreto golpista como o 8243 seria absolutamente repudiado -seja por seus parlamentares, seja pelos meios de comunicação – por representar uma excrescência soviética disfarçada de democracia direta.

Vamos entender: vivemos em um sistema democrático representativo, onde o cidadão outorga, via voto,sua voz política a um representante. Tal representante, seja no poder executivo, seja no legislativo, em qualquer das esferas do poder, deverá fazer uso dessa representação que lhe fora outorgada para defender seu programa ideológico/propositivo dentro das diversas instâncias do poder, e assim converter em ações concretas os anseios daqueles que lhe indicaram através do sufrágio. Tal modelo, inaugurado na democracia liberal norte americana no Século XVIII, se provou historicamente o mais eficaz na garantia e resguardo dos direitos humanos fundamentais. Podemos tecer críticas e propor algumas melhorias pontuais ( defendemos o modelo distrital misto), mas não é lógico, tampouco representativo, alterar sua natureza fundamental para instalar, no seio de sua lógica estruturante, mecanismos de “democracia direta” (haja aspas aí…) de inspiração soviética e transpiração bolivariana.

Tal decreto presidencial busca submeter decisões de órgãos públicos a “conselhos populares” formados por “movimentos sociais”, numa resposta do Poder Executivo às “demandas das manifestações de junho”. Desta forma, outorga poder a grupos e indivíduos que não foram eleitos através do voto, distorcendo a democracia representativa e aparelhando de forma profunda todas as instâncias do poder. Poderíamos nos ater a aspectos absolutamente formais do que vem a ser um “movimento social” (  associação de moradores, igreja, OAB também contam? Ou apenas os que vestem vermelho?), mas tais detalhes passam desapercebidos diante do absurdo que é reduzir a efetividade representativa do voto, e assim, o real poder do POVO.

Pois o POVO – essa entidade abstrata pela qual a esquerda justifica seus erros – de fato existe, e tem, literalmente, mais o que fazer. Ele trabalha, estuda, cuida da sua família, participa de sua comunidade e – pasmem – é extorquido diariamente via impostos para sustentar a abusiva máquina estatal. Esse coletivo de indivíduos já possui os instrumentos constitucionalmente garantidos para fazer valer sua voz política. A instalação de tais “conselhos populares” ( lê-se grupo de militantes de esquerda ligados a partidos como PT, PSOL, PSTU) converte cada um dos indivíduos brasileiros – seja ele rico, pobre, branco ou preto –  em cidadãos de segunda categoria, alijados do processo decisório por não pertencerem a grupos de pressão social sem qualquer legitimidade. Cabe a eles  – todos nós – o papel de burro de carga no projeto bolivariano nacional.

Ao reduzir o poder democrático do voto, o PT aplica nada além de um GOLPE na democracia. Golpe este que contou com o silêncio das prostitutas de plantão ( PMDB, PP, PDT, PSD,PR, etc), o apoio ideológico de outros defensores da tirania ( PSOL, PCdoB, PSTU) e o grito tímido de uma oposição sem BOLAS. A  real oposição, concentrada nos formadores de opinião liberais e conservadores país afora, vêm alertando a população acerca de tais perigos, ainda sem sucesso. A bunda do Hulk  e o choro do Júlio César são temas mais relevantes ao “brasileiro com muito orgulho e muito amor“.

A festa da “Copa das Copas” vai terminando, mas sua ressaca será permanente. Esperamos que cantem o hino ” a capella” diante das batalhas que virão.

☆☆☆COPA DAS COPAS 2 ☆☆☆

☆☆☆COPA DAS COPAS 2 ☆☆☆

Nos campos o Brasil empatou com o México, mas fora deles perde de goleada. Com liberdade econômica muito maior do que o Brasil, o México possui diversos indicadores sociais melhores, com destaque para a taxa de juros real, praticamente zero. Isso tem levado a um contínuo aumento do PIB per capita – com algumas estimativas mostrando que o PIB per capita do México pode já ter ultrapassado o brasileiro – e redução na corrupção endêmica que afeta o país. Destaque também para o número de homicídios no México, inferior ao brasileiro mesmo com o México enfrentando uma sangrenta guerra às drogas.
Redução do tamanho do estado com livre mercado desregulado e privatização do máximo de estatais possível: esse é o caminho para fazer o Brasil virar esse jogo.

Outras comparações:
Brasil x Croácia: https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/17/009/

☆☆☆ COPA DAS COPAS ☆☆☆

☆☆☆ COPA DAS COPAS ☆☆☆

☆☆☆ Copa das copas ☆☆☆
O Brasil pode ter ganho da Croácia nos gramados, mas fora deles perdemos de goleada. Com exceção do índice de desemprego – onde a metodologia brasileira do IBGE é bastante questionável – perdemos de goleada para a Croácia em todos os demais índices populacionais. Um dos principais motivos é a maior liberdade econômica na Croácia, onde o estado interveem menos na economia e permite maior atuação da iniciativa privada do que no Brasil.
Detalhe: a Croácia teve 51 homicídios EM UM ANO.

☆LIBERDADE E LIBERTINAGEM – UMA ANÁLISE EDUCACIONAL☆

☆LIBERDADE E LIBERTINAGEM - UMA ANÁLISE EDUCACIONAL☆

Não há liberdade absoluta. A liberdade, para ser absoluta, tem que ser universal; não podemos defini-la de acordo com quaisquer circunstâncias particulares. “O homem está condenado a ser livre”, diz Sartre. De fato o homem é livre no seu querer e atuar, mas ele não é absolutamente livre, sem limites nem restrições. Cada um vive numa situação única e concreta da sua existência, traz consigo como herança determinadas aptidões espirituais e corporais. Desde a infância está interagindo com meio que o rodeia, pelas influências da educação, pelo ambiente espiritual, ético, religioso e ideológico em que cresce e se desenvolve; vive em determinadas circunstâncias nacionais, sociais, políticas e culturais que contribuem para sua formação. Em todos estes casos está restringida a nossa liberdade: com a limitação da nossa existência finita e singular, do nosso conhecimento finito e sempre incompleto, da nossa vontade finita e reduzida a um estreito campo de ação. Tudo isto se conjuga para que a liberdade do homem só possa ser uma liberdade condicionada e limitada.

Definir a liberdade como um princípio é um erro. Deve ser um fim. A liberdade como um princípio é um adorno retórico, que esconde a vigência de algum princípio totalmente diverso. Quando um educador em aula proclama que “a liberdade de um termina onde começa a do outro”, ele está reconhecendo sem perceber, que a liberdade é apenas relativa e limitada, deixada ao cidadão determinada por uma ordem jurídica estabelecida. O princípio aí fundante é, pois, o de “ordem”, não o de “liberdade”. Isso basta para demonstrar que a “liberdade” não é jamais um princípio, mas apenas a decorrência mais ou menos acidental da aplicação de um princípio totalmente diverso.
Quando você limita a liberdade de um para preservar a de outro, como acabei de demonstrar, o que aí está sendo aplicado não é o princípio da “liberdade”, mas o da “ordem” necessária à preservação de muitas liberdades relativas. A ordem e a consequente garantia dessas liberdades relativas deve ser o objetivo de qualquer sistema educacional.

Não há entre a liberdade e a ordem uma relação de oposição, como muitos educadores modernistas acreditam, mas uma relação de dependência da primeira com a segunda: a liberdade é um elemento da ordem, não havendo, portanto, escolha entre “mais liberdade” e “mais ordem”, mas sim apenas entre ordens que fomentam a liberdade e ordens que a estrangulam. No caso, devemos buscar as ordens na educação que fomentam a liberdade de nosso jovens.

Portanto, o discurso de liberdade como princípio sem limites dos educadores modernistas, por si só caracteriza um cárcere. Pois não há liberdades relativas sem ordem. A ordem é o fundamento das liberdades relativas, e assim, quando um educador modernista recusa a ordem, muitas vezes sem saber, esta condenando toda possibilidade de uma “vida livre” dos educandos. “O homem é escravo de tudo aquilo que o domina”, um educando sem ordem (emocional, intelectual, financeira, familiar, de conduta…) é imaturo, egoísta, instável; tem muita dificuldade de convivência social e familiar, dominado pelos prazeres mais banais e pelos vícios. Um verdadeiro escravo travestido de um ser moderno e livre, está acorrentado pelas vicissitudes da vida, mas crê que em sua liberdade e que sua realidade objetiva é fruto de uma “livre escolha”.
Em todo sistema político, e, portanto, deveria ser em toda escola, a liberdade é sempre e exclusivamente um espaço de manobra repartida entre os vários agentes dentro da ordem jurídica existente; que a ordem é a condição possibilitadora da liberdade, e não esta daquela, como se vê pelo simples fato de que pode existir uma ordem sem muita liberdade, mas nenhuma liberdade fora da ordem. A ordem pode inspirar-se no desejo de ampliar a margem de liberdade até o máximo possível, mas não há por que confundir entre o ideal inspirador de uma construção e os elementos substantivos que a compõem. Por definição, a ordem, qualquer ordem, da mais libertária à mais autoritária, não é um sistema de franquias e sim de obrigações, restrições e controles. Cada direito assegurado a um cidadão nada mais é do que uma obrigação imposta a outros. Uma ordem libertária, só pode ser concebida como um sistema complexo de controles idealmente recíprocos destinado a limitar a liberdade de todos de modo que a de um não se sobreponha à dos outros: a liberdade do agente individual é a margem que sobra no fim de todas as subtrações de parte a parte.

O perigo, e um tanto paradoxal, é o fato de que o mesmo processo necessário à preservação das liberdades pode se tornar opressivo quando os direitos proclamados são muitos e desproporcionais. Isso explica a nossa dificuldade como educador, pois é justamente o que faz o ECA com os nossos jovens e crianças, que para estes desfrutarem de uma liberdade, quase incomensurável, provocam uma brutal restrição da liberdade de todos os demais, no caso, de todos os adultos e idosos; inclusive e principalmente a liberdade dos educadores que convivem diariamente.
Reconheço que nenhuma ordem é perfeita nos seus próprios termos. A ordem pode ser totalitária, quando oprime todos os cidadãos e concede a uma elite política uma liberdade “ilimitada”, assim como uma ordem libertina, nefasta, como nossa democracia, que também erra, mas no sentido oposto. A segunda, na busca de uma liberdade “ilimitada” do cidadão, especialmente do menor, gerou o caos e quase a destruição mútua dos que desfrutam dessa “ilimitada” liberdade. Pois na ausência de uma ordem bem estabelecida, vem uma grave limitação da liberdade pelo medo e pelo caos.
Assim, a liberdade, a ordem e os limites não se opõem. Ao contrario, a ordem e os limites são um fundamento necessário para as liberdades relativas. A ordem não é perfeita, e ela mesmo pode ser o maior entrave para a liberdade. Há ordens que fomentam a liberdade e ordens que a estrangulam. A ordem totalitária estrangula porque oprime todos os cidadãos e detrimento da liberdade “ilimitada” da elite política. Mas a nossa ordem democrática sem limites bem definidos, libertina e nefasta também é um entrave à liberdade, porque nos torna escravos do caos, do medo e de outros males.
“Liberdade e libertinagem – uma análise educacional”