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☆☆☆ Resultados da Pesquisa!!! ☆☆☆ Parte 1 – Transportes ☆☆☆

☆☆☆ Resultados da Pesquisa!!! ☆☆☆

Hoje iremos analisar o primeiro bloco temático de perguntas acerca da pesquisa, que é sobre o transporte público noturno. Por diversas vezes já havíamos debatido tal temática, diante de uma simples constatação que qualquer um faz ao caminhar pelo centro da cidade à noite:

Ônibus grandes e vazios, percorrendo poucas rotas.

E não apenas isso. A falta de conectividade entre bairros diversos rotas mais diversas e curtas, preços mais competitivos – especialmente em trajetos menores. A pouca disponibilidade de horários e veículos em horas extras de fábricas no distrito industrial, bem como em eventos especiais em igrejas, empresas, escolas e estabelecimentos comerciais da cidade. Em suma, uma inadequação do engessado sistema público às rápidas demandas do usuário noturno de transporte.

A pesquisa demonstrou que tais suposições merecem crédito. Cerca de 55% dos entrevistados consideram o sistema público de transportes noturno péssimo ou ruim( notas de 0 a 4) , ao passo que apenas 9,1% o consideram ótimo ( notas de 8 a 10). Em suma, assistimos a diversos ônibus, superdimensionados, percorrendo seus trajetos noturnos invariavelmente vazios – desperdiçando combustível e recursos públicos, ao passo que a população não se encontra satisfeita com a qualidade do serviço oferecido. Tal descompasso, portanto, só pode ser corrigido com um novo modelo no fornecimento de transporte público noturno na cidade.

Sob tal perspectiva, consultamos o interesse da população acerca de um serviço de transporte público noturno descentralizado e prestado por diversas empresas e indivíduos. E o resultado não poderia ser mais positivo. Cerca de 65,4% dos usuários tem alto interesse em um modelo de livre mercado, efetivado na competição entre diversos entes prestadores de serviços. Isto reforça não apenas o deslocamento entre a oferta e a demanda do serviço público oferecido, mas, acima de tudo, uma completa desconexão entre o modus operandi clássico do sistema público de transportes municipais e aquilo que a população realmente necessita que sejam preços competitivos e fornecedores abundantes e de qualidade.

Sob tais premissas, podemos considerar que um sistema privado, altamente desregulamentado – onde a municipalidade focaria em garantir a legalidade dos prestadores de serviço e seus veículos – fornecido através de veículos menores, tais como micro-ônibus, vans e até automóveis, descentralizado e competitivo, poderia ser uma saída para tal dilema. A forma como isso pode se tornar viável, é o objetivo final de tais questionamentos. Existem experiências de sucesso em Lima, no Peru, e em diversos municípios na Inglaterra e outros países da Europa.

Diante da magnitude do desafio imposto, convidamos a todos a debater os resultados e as possíveis soluções.