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☆☆☆ Aumento da tarifa do ônibus em Vinhedo – causas e soluções ☆☆☆

Chegamos naquele momento crucial onde a empresa monopolista do transporte público na cidade obtém seu reajuste de preços – um garantido contratualmente. Na prefeitura, um silêncio sepulcral marcará o acontecimento. Na câmara, prevemos debates inconclusivos entre os vereadores, que ora defendem a completa estatização do sistema, ora criticam a ineficiência da empresa monopolista. No meio da bagunça, fica o cidadão de Vinhedo, que paga mais caro e que assiste seus representantes do legislativo e executivo perderem-se em delongas pouco práticas e desnecessárias.

Vamos, passo a passo, listar os tópicos dos problemas e tratá-los um a um.

onibus zoo

 

1) Modelo Atual – o que quer a prefeitura?

Em geral, as empresas de ônibus operam sob regime de monopólio, e não haveria de ser diferente em Vinhedo. Campeã invicta das licitações municipais, a Rápido Luxo oferta um serviço genérico, atendendo o município em suas linhas fundamentais. São muitas as reclamações sobre a ausência de linhas alternativas, bairro a bairro, e ônibus enormes e queimando diesel em trajetos sem demanda. As pegadas da ineficiência do monopólio privado estão todas lá.

Conforme artigo do liberzone, “Um monopólio sempre irá ofertar uma quantidade inferior a que a sociedade necessita. Logo, se fosse necessário ter 30 ônibus circulando para atender toda a demanda de uma região, não seria nenhum absurdo se a empresa monopolista disponibilizasse apenas 20. Isso porque, como a empresa possui uma posição privilegiada no mercado, a mesma cobra um preço maior que o seu custo (marginal). Com isso, se a empresa monopolista colocar mais um ônibus circulando, seu custo de operação pode ficar maior que o preço da passagem, obrigando a mesma a sair do mercado.

Ao mesmo tempo, a proximidade entre o empresário e o agente público podem permitir toda sorte de relações políticas e econômicas que não levem em consideração o pleno atendimento da demanda da população. A prefeitura, como se espera, não pretende  mexer neste vespeiro. Para ela,  um aumento  de tarifa sem traumas somado a algum tipo de compensação da empresa monopolista é o melhor dos cenários. Eleitoralmente falando, talvez o seja. Mas em termos práticos, não é.

Se uma cidade rica e relativamente estável como Vinhedo não consegue ver solução para tal problema, é porque a fórmula, em si, é não funciona.

2) O que quer a esquerda?

Desde as famosas ” Revoltas de Junho”, no ano passado, a temática da “catraca-livre” entrou em pauta no debate político nacional. Estudantes encapuzados e intelectuais de esquerda converteram-se em especialistas em transporte público, com soluções pretensamente simples e brilhantes para um problema complexo. Dizem eles que a oferta de transporte público deve ser estatal e “gratuita”, perdidos que estão na crença de que, contrariando o ditado, realmente exista almoço grátis. Desta forma, o poder municipal poderia, do alto de sua grande capacidade organizacional, suprir toda demanda local, organizar novas linhas, investir em novos equipamentos e conduzir a cidade ao paraíso socialista da mobilidade urbana.

De forma resumida, vamos citar um artigo do Liberzone que resume bem esse tipo de conversa:

Quando escutar isso, comece a rir. No fundo, quem paga a passagem inteira é o usuário e não precisa ser um grande iniciado em economia para compreender isso. Uma cidade arrecada dinheiro através de impostos que são pagos pelos cidadãos. Uma parte desse dinheiro é usada para pagar uma parcela da sua passagem, ou lhe dar uma passagem “de graça” quando for pegar o segundo ônibus. É como popularizou Milton Friedman: “não há almoço grátis”.

Isso nos leva a outra questão, que é a da impossibilidade do “passe-livre”. Seus defensores afirmam que o transporte público deve ser gratuito, o que é impossível. Ainda assim, vamos tentar entender como essa ideia funcionaria na prática.

Imagine que o governo decreta que todas as empresas de ônibus não cobrarão mais nenhuma tarifa. Imediatamente, devido ao preço igual a zero, mais pessoas irão utilizar o transporte público. Entretanto, não haveria uma quantidade suficiente de ônibus para atender essa demanda crescente, o que obrigaria as empresas a comprarem mais carros (coisa que não pode ser feita em pouco tempo).

Os gastos da prefeitura aumentariam de forma assombrosa, uma vez que “não existe almoço grátis” e alguém tem que pagar a conta. Dessa forma, para cobrir esses gastos com o passe-livre, o governo teria que aumentar ainda mais os impostos. No final, a ilusão do passe-livre só deixaria o cidadão mais pobre e ainda mais apertado dentro dos ônibus.

Defensores de absurdos como este se encaixam perfeitamente no que Frédéric Bastiat uma vez disse: “Governo é aquela ficção, em que todos acreditam que podem viver às custas dos outros”. ” (1)

Cremos que a inviabilidade de tal modelo não demanda maiores considerações.

3) O que quer a população?

O povo, em geral, está pouco se lixando para os diferentes tipos de modelo de gestão do transporte público. Seja ele monopolista, estatal ou desregulamentado, o que interessa, ao fim, é preço, oferta e qualidade. Ponto final. Todo resto não passa de abobrinha ideológica.

Ao mesmo tempo, o povo também sabe o básico das leis de mercado e. dentre as principais delas, aquela que determina que a livre concorrência leva a redução de preços, a procura por novas oportunidades e a competição por novos clientes. Povo não é otário, tampouco uma entidade metafísica evocada por políticos profissionais em busca de um sentido retórico para seus discursos. Povo sabe muito bem o que quer.

Meses atrás, o Movimento Renova Vinhedo realizou uma pesquisa que demonstrou que cerca de 65,4% dos usuários tem alto interesse em um modelo de livre mercado, efetivado na competição entre diversos entes prestadores de serviços. Isto reforça não apenas o deslocamento entre a oferta e a demanda do serviço público oferecido, mas, acima de tudo, uma completa desconexão entre o modus operandi clássico do sistema público de transportes municipais e aquilo que a população realmente necessita que sejam preços competitivos e fornecedores abundantes e de qualidade. (2)

4) O que quer o Renova Vinhedo?

Já abordamos o tema anteriormente. Para nós, a única maneira de se eliminar os gargalos do sistema atual, oferecer linhas mais curtas e baratas e atender melhor a população passa pela desregulamentação do sistema atual e pela chegada de novos concorrentes, com veículos e linhas distintos, atendendo a demanda local de forma multipolarizada.

O Movimento Renova Vinhedo defende:

1 – Fim do monopólio: Com a ausência de licitações, toda empresa desejosa em prestar um serviço de transporte poderá planejar e decidir as suas rotas. A livre entrada no mercado de transportes aumentará a concorrência no setor, trazendo mais opções para os passageiros.

2 – Desregulamentação: É preciso que o governo não interfira no setor de transportes. Significa que cada empresa pode fixar o valor que desejar em suas tarifas. A liberdade na prestação do serviço trará novos modelos de veículos. Haverá maior variedade de preços e serviços.

3 – Carona: Há pouco tempo uma política propôs a “carona solidária”, porém não há maior incentivo para a carona do que a liberdade de qualquer um que possuir um veículo poder cobrar para transportar pessoas a determinados destinos. É a consequência da desregulamentação do setor de transportes. Existem aplicativos de celular que vêm obtendo estrondoso sucesso internacional ao mapear e ofertar caronas ao longo das cidades.

Enfim, desta maneira gostaríamos de contribuir com o debate vindouro e com os amigos da política institucional – sejam eles defensores do monopólio privado ou do monopólio estatal. Mas que fique o recado : Apenas com o livre mercado os usuários poderão desfrutar de um transporte de qualidade.

 

Fontes;

1 – http://liberzone.com.br/transporte-publico-gratuito-e-de-qualidade-sera-mesmo-possivel/

2 – https://renovavinhedo.wordpress.com/2014/06/06/%E2%98%86%E2%98%86%E2%98%86-resultados-da-pesquisa-%E2%98%86%E2%98%86%E2%98%86/

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☆☆☆ Entenda o Decreto 8243 ☆☆☆

dilma

Podem nos chamar de ranzinzas. Mas jamais de ausentes. O Brasil vive um momento perigosíssimo em sua jovem democracia. O Partido dos Trabalhadores – afiliado ao Foro de São Paulo – e aliado fundamental dos regimes mais retrógrados da América Latina, leva a cabo, lentamente, seu projeto totalitário.  Em qualquer sociedade alerta e vigilante, um decreto golpista como o 8243 seria absolutamente repudiado -seja por seus parlamentares, seja pelos meios de comunicação – por representar uma excrescência soviética disfarçada de democracia direta.

Vamos entender: vivemos em um sistema democrático representativo, onde o cidadão outorga, via voto,sua voz política a um representante. Tal representante, seja no poder executivo, seja no legislativo, em qualquer das esferas do poder, deverá fazer uso dessa representação que lhe fora outorgada para defender seu programa ideológico/propositivo dentro das diversas instâncias do poder, e assim converter em ações concretas os anseios daqueles que lhe indicaram através do sufrágio. Tal modelo, inaugurado na democracia liberal norte americana no Século XVIII, se provou historicamente o mais eficaz na garantia e resguardo dos direitos humanos fundamentais. Podemos tecer críticas e propor algumas melhorias pontuais ( defendemos o modelo distrital misto), mas não é lógico, tampouco representativo, alterar sua natureza fundamental para instalar, no seio de sua lógica estruturante, mecanismos de “democracia direta” (haja aspas aí…) de inspiração soviética e transpiração bolivariana.

Tal decreto presidencial busca submeter decisões de órgãos públicos a “conselhos populares” formados por “movimentos sociais”, numa resposta do Poder Executivo às “demandas das manifestações de junho”. Desta forma, outorga poder a grupos e indivíduos que não foram eleitos através do voto, distorcendo a democracia representativa e aparelhando de forma profunda todas as instâncias do poder. Poderíamos nos ater a aspectos absolutamente formais do que vem a ser um “movimento social” (  associação de moradores, igreja, OAB também contam? Ou apenas os que vestem vermelho?), mas tais detalhes passam desapercebidos diante do absurdo que é reduzir a efetividade representativa do voto, e assim, o real poder do POVO.

Pois o POVO – essa entidade abstrata pela qual a esquerda justifica seus erros – de fato existe, e tem, literalmente, mais o que fazer. Ele trabalha, estuda, cuida da sua família, participa de sua comunidade e – pasmem – é extorquido diariamente via impostos para sustentar a abusiva máquina estatal. Esse coletivo de indivíduos já possui os instrumentos constitucionalmente garantidos para fazer valer sua voz política. A instalação de tais “conselhos populares” ( lê-se grupo de militantes de esquerda ligados a partidos como PT, PSOL, PSTU) converte cada um dos indivíduos brasileiros – seja ele rico, pobre, branco ou preto –  em cidadãos de segunda categoria, alijados do processo decisório por não pertencerem a grupos de pressão social sem qualquer legitimidade. Cabe a eles  – todos nós – o papel de burro de carga no projeto bolivariano nacional.

Ao reduzir o poder democrático do voto, o PT aplica nada além de um GOLPE na democracia. Golpe este que contou com o silêncio das prostitutas de plantão ( PMDB, PP, PDT, PSD,PR, etc), o apoio ideológico de outros defensores da tirania ( PSOL, PCdoB, PSTU) e o grito tímido de uma oposição sem BOLAS. A  real oposição, concentrada nos formadores de opinião liberais e conservadores país afora, vêm alertando a população acerca de tais perigos, ainda sem sucesso. A bunda do Hulk  e o choro do Júlio César são temas mais relevantes ao “brasileiro com muito orgulho e muito amor“.

A festa da “Copa das Copas” vai terminando, mas sua ressaca será permanente. Esperamos que cantem o hino ” a capella” diante das batalhas que virão.